Vitamina D e o Sol

Sugerida por muitos especialistas como uma grande arma para o combate da pressão arterial, prevenção de tumores e o controle do peso, a Vitamina D é alvo dos grandes estudiosos de saúde e beleza. O estudo é controverso uma vez que lida com a necessidade de exposição solar para sua ativação e a fotoproteção. Afinal, qual a relação entre a Vitamina D e o Sol?

A vitamina D é produzida pelo próprio organismo, mas pode ser encontrada em diversos alimentos. Ovos, leite, salmão, sardinha, cogumelo e cereais são alguns dos alimentos onde a vitamina D aparece com bastante intensidade.

Tudo começa com a captação dos raios ultravioletas pela pele. Ao serem absorvidos, são transformados em um antecessor à substância, o composto 7-dehidrocolesterol, que, logo após sofrer ação dos rins e do fígado, é convertido pelo organismo em vitamina D.

O único beneficio reconhecidamente e comprovadamente relacionado à vitamina D é sua relação com a saúde óssea, através da participação no metabolismo do cálcio; níveis adequados de vitamina D estão relacionados a prevenção do raquitismo e da osteoporose.

Segundo estudo publicado, avaliando o nível de radiação na cidade de São Paulo durante um período de 3 anos, a exposição não intencional ao ambiente externo pelo tempo de 10 minutos diários,  somente das mãos e face,  seria suficiente para a produção adequada de vitamina D; os dados apresentados pelo estudo já consideram os dias nublados e chuvosos; isso demonstra que em um país com altos níveis de insolação como o Brasil, devemos ter maior preocupação com os riscos relacionados a exposição solar do que a sua não-exposição.

Sabemos que o uso adequado de protetor solar reduz de forma significativa  a quantidade de radiação UVB que atinge a pele, podendo, desta maneira interferir teoricamente na produção de vitamina D; entretanto, na prática, sabemos que o uso regular dos filtros solares não levam a deficiência de vitamina D, pelo fato dos usuários não aplicarem o protetor solar na quantidade adequada e com a frequência e regularidade recomendadas, deixando assim, uma quantidade suficiente de radiação UVB atingir a pele, provocando a produção de vitamina D.

Baseado nas premissas acima apresentadas, resumimos abaixo a posição da Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD) em ralação a vitamina D:

1 – A exposição ao sol de forma intencional, não deve ser considerada como fonte para a produção de vitamina D ou para a prevenção de sua deficiência.

2- As medidas de proteção como o uso de roupas e chapéus, óculos escuros e a não exposição ao sol em horários extremos (10-15h), continuam como a recomendação mais adequada para a prevenção ao câncer de pele e ao envelhecimento da pele.

3- O uso de protetores solares com FPS superiores a 30 devem ser recomendados a todos os pacientes, acima de 6 meses, expostos ao sol. Não se deve realizar exposição ao sol sem uso adequado de protetores solares. Crianças abaixo de 6 meses, não devem se expor diretamente ao sol e não devem fazer uso regular  de fotoprotetores. Não se recomenda o uso rotineiro de protetores solares com FPS abaixo de 30.

4- Pacientes considerados como sendo de risco para o desenvolvimento de deficiência de vitamina D devem ser monitorados através de exames periódicos e podem utilizar fontes dietéticas ou suplementação vitamínica para a prevenção de deficiência de vitamina D.

Com isso, podemos transformar o grande vilão da pele, o Sol, em um aliado à saúde. Mas, não se deve confundir um simples banho de Sol, com uma insolação. Portanto, seguidas as indicações, a exposição correta ao Sol é realmente um banho de Vitamina D e consequentemente, de saúde!